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Os protestos deflagrados no Distrito Federal, pedindo da cassação do governador José Roberto Arruma (sem partido) e dos demais envolvidos no que está sendo ora chamado de “mensalão do DEM” (até há alguns dias o governador de Brasília era filiado aos Democratas), ora de “escândalo do panetone” estão sendo duramente reprimidos pela polícia do DF.
“Quando estoura uma crise com acusações as mais diversas, é óbvio que os acusados têm amplo direito de defesa e isso não está nem sendo negado, nem sendo contestado. O governador Arruda tem seus direitos como todos os demais envolvidos em mais este lamentável escândalo”, diz o coordenador nacional do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Gilson Alencar.
“Mas não podemos assistir calados às repressões perpetradas pela polícia do DF contra os manifestantes. Se os acusado têm direito de se defender, o cidadão brasiliense tem direito de se manifestar, sim. E não é reprimindo as manifestações que o governador vai jogar uma cortina de fumaça no escândalo. Pelo contrário: ele só está mostrando o seu lado autoritário, intransigente e antidemocrático. Nada disso é aceitável”, diz Gilson Cardoso.
A polícia do DF tem usado vários artifícios repressivos como o bloqueio de pistas, o uso de tropas de choque, do Rocam, Polícia Canina, da Cavalaria e até de um tanque de guerra, no estilo caveirão/brucutu.
Nesses dias todos de protestos – registrados por câmeras de TV e amadoras – foram feridas dezenas de pessoas e várias delas, detidas.
Uma das táticas da polícia do DF tem sido jogar os manifestantes contra a opinião pública, argumentando que as manifestações atrapalham trânsito e o direito de ir e vir do cidadão.
Os manifestantes, em sua maioria jovens, prometem manter os protesto contra Arruma mesmo no final de ano, quando a cidade costuma ficar praticamente vazia.
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